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Título: O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota
Autor(a): Olavo de Carvalho
Editora: Record
Páginas: 616
Ano: 2013
Skoob | GoodReads
Compre: Buscapé | Submarino

O curso dos acontecimentos históricos reflete o tipo de personalidade dominante em cada época, e a expressão mais clara da personalidade dominante é o estilo da vida intelectual. O declínio abissal da moralidade pública no Brasil não é causa sui: foi antecedido e preparado nas escolas, nos jornais, nas editoras de livros. A atividade intelectual no Brasil se deteriorou e se prostitui a tal ponto que mesmo o discurso formal do jornalismo e da comunicação acadêmica – para não falar daquilo que um dia já foi literatura – já não serve de instrumento para a autoconsciência. A linguagem dos publicitários e dos cabos eleitorais tomou tudo. O alvoroço de simular bons sentimentos e demonizar o inimigo pela via mais fácil bloqueia toda possibilidade de reflexão séria sobre as próprias palavras.

Gostaria de começar a resenha esclarecendo o porquê de eu me abster tanto em dar uma nota quanto em colocar trechos do livro aqui. Primeiramente, O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota é um livro muito diferente em sua estrutura, pelo menos em relação ao padrão atual do mercado editorial. É mais um compêndio do que um livro propriamente dito, de modo que seria uma injustiça julgá-lo usando os mesmos parâmetros que uso para os livros de maneira geral. Em segundo lugar qualquer trecho, e digo qualquer trecho mesmo, desse livro quando tirado de seu contexto pode ser interpretado erroneamente. Por vezes até mesmo dentro de seu contexto não é um livro fácil de se interpretar. Portanto, copiar e colar pedacinhos aqui seria um desserviço para a resenha e também para o leitor, por isso pretendo construí-la inteira com as minhas palavras.

Agora vamos ao livro. Ele é composto por 193 artigos escritos por Olavo de Carvalho ao longo de dezesseis anos e organizados por Felipe Moura Brasil, um admirador de Olavo. Os artigos são distribuídos em categorias como Juventude, Cultura, Pobreza, Militância, Educação e uma porção de outros, tratando dos mais diversos assuntos a sua própria maneira. Devo dizer que não é um livro fácil de ser lido, tanto pela sua linguagem acima do padrão ao qual o brasileiro está acostumado quanto pelos conceitos que apresenta. Ser difícil não é um ponto positivo nem negativo, apenas uma característica a qual tive que me adaptar, coisa que não demorou tanto tempo assim. É difícil decidir quais são os pontos positivos e negativos de um livro que fala sobre tanta coisa. No final, acho que a pergunta mais importante para se fazer aqui é: será que estou lendo corretamente esse livro?

Muitas pessoas vão querer discordar de absolutamente tudo encontrado nele. Muitas outras vão querer concordar com tudo. Sinceramente, acho que ambas não estão entendendo a ideia de ‘O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota’. Claro, houveram momentos nos quais concordei (poucos) e nos quais discordei (menos ainda) de Olavo. Mas admito que, para a grande maioria dos casos, eu não tinha (e ainda não tenho) cacife nem para concordar nem para discordar, simplesmente por ser muito ignorante no assunto. Mas tudo bem, porque o meu concordar ou discordar não é a questão aqui. É a mensagem por trás de tudo o que foi escrito nesses dezesseis anos que conta. E ao entender essa mensagem, o melhor elogio que posso fazer ao autor e sua obra é o seguinte: Olavo de Carvalho é uma boa pessoa.

Se ele é um homem culto e estudado o suficiente para escrever uma obra de grande porte? Sim, quanto a isso não há dúvida. Seus artigos mais do que provam sua erudição. Se ele é honesto para consigo mesmo e seus leitores? Bem, não posso dizer que chequei todas as fontes que o livro oferece, não ainda pelo menos, mas todas as que chequei conferem com as informações fornecidas, e não são poucas. Além disso, não consigo imaginar para quem o autor se venderia, uma vez que ele promove o pensamento crítico sobre absolutamente tudo, então sim, digo com convicção que ele é honesto. Mas por que, afinal, ele é uma boa pessoa?

Porque ele, com um livro que reúne muito do que escreveu durante boa parte de sua vida, nos oferece um estímulo para acharmos um caminho para, futuramente e com muito esforço e dedicação, nos tornarmos pessoas melhores, mais cientes e mais contemplativas do mundo ao nosso redor. Ele não dá a palavra final, mas sim a inicial. Terminar a última página de ‘O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota’ não vai lhe conferir o status de gênio, mas vai lhe dar o mínimo que necessita para se questionar sobre sua vida, suas convicções, suas crenças e tantas outras coisas. Lido superficialmente o livro pode até parecer pregação, mas uma leitura cuidadosa e calma revela o contrário. Olavo desafia qualquer um a prová-lo errado. Ele não diz “não leia nada que seja contrário a mim” mas sim “leia e depois volte aqui e teste isso contra mim”. Convicção e coerência, duas características que sinto estarem cada vez mais em falta no mundo, são fortes nessa obra de Olavo.

Não me tornei um admirador de Olavo de Carvalho, mas certamente o agradeço por todos esses anos de trabalho e também ao Felipe Moura pela organização e notas de rodapé, muito úteis nesse livro. Com o tempo, certamente lerei mais obras do autor, assim como muitas das indicadas. Recomendo ‘O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota’ para todos.

Esse livro foi cedido pela Editora Record.

Obs.: Esse post não é um publieditorial, mas compras efetuadas a partir de alguns dos links contidos aqui, geram renda para o blog.



Título: Uma longa queda
Autor(a): Nick Hornby
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 336
Ano: 2014
Skoob | GoodReads
Compre: Buscapé | Submarino
Uma longa queda conta a história de quatro pessoas que se encontram por acaso no terraço de um dos maiores prédios de Londres, na noite de ano-novo, com a intenção de se suicidar. Desesperados mas sem determinação suficiente para pular, Martin, um apresentador de televisão que viu a carreira desabar depois de se envolver em um escândalo, Maureen, uma senhora solitária cuja vida se resume a cuidar do filho que há quase duas décadas se encontra em estado vegetativo, JJ, um músico americano fracassado que sobrevive entregando pizzas, e Jess, a desequilibrada e passional filha do ministro da Educação, começam então uma tragicômica busca por algum motivo para viver, ou pelo menos por alguma desculpa para adiar a morte iminente.

Eu sou suspeita para falar sobre o Hornby, sou fã do trabalho dele e cada novo livro que leio me encanto ainda mais. Uma longa queda foi mais uma ótima experiência minha com o Hornby.

A história gira em torno de Martin, Maureen, JJ e Jess, quatro desconhecidos que se encontram no alto do Topper’s House na noite de Ano Novo e só tem em comum o desejo de se jogar de lá. Por um acaso do destino seu desejo tem que ser adiado e é nesse meio tempo que a história se desenrola.


‘(…) tem outros jeitos de morrer, além do suicídio. É possível ir deixando que partes da gente morram.’

O livro é narrado variando a visão dos personagens, ora é a Maureen que fala, ora o Martin, ora a Jess e ora o JJ, de forma que cada um deles narra um pedacinho da história, sobre é preciso ressaltar duas coisas que considero incríveis, a primeira, o modo como o Hornby conseguiu imprimir personalidade em cada personagem, eles tem personalidades muito diferentes e isso é refletido no estilo de falar deles, o autor conseguiu desenvolver quatro protagonistas completamente diferentes na mesma medida, eles tem espaço igual na história, não tem mais a visão de um do que de outro, isso é fantástico para mim. 

Esse ponto é meio contraditório, gostei do autor dar chance para todos os personagens falarem, mas no fundo eu preferia menos falas da Jess, os capítulos narrados por ela me pareceram chatos, sem contar que eles foram os mais difíceis de entender. O modo dela pensar era complicado de entender, mas se a intenção do autor foi mostrar uma mente conturbada, bom ele conseguiu isso com êxito. O segundo ponto que gostaria de ressaltar é essa mistura não ficou confusa ou repetitiva, ficou perfeitamente compreensível, isso também é fantástico para mim hahaha.

A trama gira em torno da tênue relação entre vida e morte, a questão principal que o livro me despertou foi se vale a pena continuar vivendo, se tudo está ruim e você não vê perspectiva de melhoras, então para que continuar? Uma longa queda não é um livro de ajuda, então ele não vai te dar motivos para continuar vivendo, porém ele vai te mostrar que existe uma outra forma de ver a situação.

Todo mundo passa um tempão sem dizer o que quer porque sabe que não pode ter aquilo. E porque soa feio, ou ingrato, ou desleal, ou infantil, ou banal. Ou porque estamos tão desesperados em fingir que, na real, as coisas vão vem, que confessar a nós mesmos que isso não é verdade parece um passo errado. 
Página 256

Gostei muito do livro, recomendo tremendamente a leitura especialmente para quem já conhece o trabalho do Nick, não recomendo ele para quem não conhece por ser um livro complexo e delicado, quem não conhece o autor talvez não consiga entender todas as sutilezas do texto dele.

Recentemente foi produzido um filme sobre o livro, não vi o filme, mas espero ver em breve, o roteiro foi escrito pelo próprio Hornby então provavelmente o filme deve ser fiel ao livro. Confira o trailer abaixo.



Obs.: Esse post não é um publieditorial, mas compras efetuadas a partir de alguns dos links contidos aqui, geram renda para o blog.
Nos dias 17 (dia fechado para convidados, para saber mais clique aqui), 18 e 19 de julho acontece a edição de 2014 do YouPix aqui em São Paulo no espaço Fundação Bienal que fica dentro do Parque do Ibirapuera. Antes de começar a falar mais sobre ele, é importante dizer que é gratuito. \o/

Reprodução: imagem de divulgação

Para quem nunca ouviu falar no evento ele, basicamente, é composto por uma programação que tem como tema central a internet e como nós usamos ela como meio de comunicação e entretenimento. Para isso, existem vários palcos com palestras e atrações a respeito disso. Foram confirmados mais de 150 palestrantes, entre eles, Dr. Peter Kash (professor de empreendedorismo da Wharton School of Business), Gary Liu (Diretor do Spotify Labs), Scott Lamb (Vice presidente do BuzzFeed e criador do meme Disaster Girl) e Mystery Guitar Man (youtuber mundialmente famoso).

E esse ano, teremos alguns vlogs representando o mundo literário no evento no dia 18 de julho no palco Hue Hue Hub das 15:30 às 16:30 com o tema Booktubers, o Fantástico Mundo da Literatura no Youtube. Mais tarde no mesmo local, das 20h00 às 21h00, acontece a palestra com a Sam Shiraishi e outros com o tema Compartilhar sem pensar: até quando? com um debate sobre as informações que são compartilhadas diariamente nas redes sociais e como isso está afetando a vida das pessoas.

Abaixo, uma lista de tudo que pretendo ver nesses três dias e gostaria de sugerir para vocês.


Hue Hue Hub
15h00 às 15h45 | Novas maneiras de contar histórias na internet

16h00 às 16h30 | Como conversar com as famílias do futuro?

Beijinho no Hub
15h00 às 15h45 | Conteúdo: curadoria x memes

Imagina no Hub
15h00 às 15h45 | Mídias Sociais Que Tratam As Mulheres Como Gente

Ajuda LuciHub
15h00 às 15h45 | O novo mercado de mídia, cada vez mais digital

Youtube Hub
16h00 às 16h30 | Como fazer sua marca brilhar no Youtube?

Dias 18 e 19 de julho

Youtube Hub

18 de julho | 14h00 às 15h00 
Como se tornar parceiro do Youtube?

18 de julho | 17h00 às 18h00 
Guia prático de vlogs e videocasts
Ajuda LuciHub


19 de julho | 12h30 às 13h30 
TV Social

19 de julho | 17h00 às 18h00 
Eu não posso admitir que vocês trabalhem na Internet

Beijinho no Hub
18 de julho | 14h00 às 15h00 
Google Glass, o óculos do futuro chegou no youPIX
19 de julho | 11h00 às 12h00 
SDD ORKUT!
19 de julho | 12h30 às 13h30 
O legado das manifestações na internet
19 de julho | 14h00 às 15h00 
Como sobreviver online em 2014?

19 de julho | 15h30 às 16h30 
7 Pês Para Produzir um Podcast Phoda!
19 de julho | 17h00 às 18h00 
Popcorn Time, Netflix e Hollywood

Hue Hue Hub
18 de julho | 20h00 às 21h00 
Compartilhar sem pensar: até quando?

19 de julho | 12h30 às 13h30 
Como construir e gerenciar comunidades online?

19 de julho | 15h30 às 16h30 
O Marco Civil da Internet foi aprovado. E agora?!

Imagina no Hub
18 de julho | 18h30 às 19h30 
O mundo além do WhatsApp

19 de julho | 11h00 às 12h00 
Para a internet, a Scarlett Johansson nua não é tudo isso

19 de julho | 17h00 às 18h00 
Bloqueando o Tabu: a censura está no seu ciclo social

Se nada aí te agradou ou te deixou curioso para conferir o evento, entra lá no site do evento e confira a programação completa clicando aqui.


Nome original: Salem
Gênero: Terror/Suspense/Drama/Fantasia
Temporada: Primeira
Produzida por: WGN America
Duração aproximada/episódio: 46 minutos
Elenco: Janet Montgomery, Shane West, Seth Gabel, entre outros.
Mais Informações
Salem é uma série de terror, com um genial toque de fantasia e muito suspense. Criada por Adam Simon e Brannon Saga, estreou no canal americano WGN America em 20 de Abril de 2014. A trama gira em torno da famosa perseguição às Bruxas de Salém do final do século XVII. Em maio de 2014, Salem foi renovada para a segunda temporada, com previsão de estreia para 2015.

Assista o trailer da 1ª temporada da série:



A série se passa em Massachussetts e narra a história de Mary Sibley (Janet Montgomery), uma bela jovem que foi obrigada a deixar uma grande paixão no passado e casar-se com um rico membro do conselho da cidade. Em uma época com conceitos e crendices duvidosas, ninguém poderia imaginar que, anos depois de servir à guerra, John Alden (Shane West), voltaria a cidade com o intuito de retomar seu relacionamento com Mary. Entretanto, tudo desaba quando ele à encontra casada com um velho prepotente (na verdade, extremamente asqueroso), em uma relação totalmente duvidosa. Em meio a uma histérica caçada às bruxas, liderada por Cotton Mather (Seth Gabel), a cidade opta por métodos de tortura cruéis para punir e amedrontar os moradores.

Reprodução: Pizza de Ontem
Queridos Leitores Incomuns, comecei assistir Salem há menos de um mês, e no início, estava um pouco receosa sobre o tema, uma vez que, série de terror não é meu gênero preferido. Mas, como a vida é uma caixinha de surpresas, Salem, me surpreendeu positivamente e, ganhou um espaço especial entre as “Top Séries By Vanessa”. Assim, em primeiro lugar, preciso dar destaque para a música de abertura da série, que é sem dúvida nenhuma incrível (Cupid Carries a Gun, gravada por Marilyn Manson) e, combinou perfeitamente com o clima dark de Salem. A seguir, vídeo de abertura da série:



Para mim, o único ponto negativo da série até agora, é o “herói”, que está sempre mal humorado, com cara de enjoado. Mesmo sendo um galã (com excelentes predicados, já que está sempre sem camisa \o/), não me cativou. Shane, está até perdendo espaço na série, para outros personagens como, Isaac Walton (Iddo Goldberg) que após receber punições e ser conhecido por todos como “Fornicador” (sim, fornicador hahaha), tem a simples tarefa de limpar a cidade. Ressalto também a ótima atuação de Seth Gabel, como Reverendo Cotton, pois ele me garante boas risadas com seus “delírios alcoólicos” e sua paixão proibida pela prostituta Gloriana (Azure Parsons). Já, quem me causa muitos calafrios, é a jovem Mercy Lewis (Elise Erbele). A garota é totalmente demoníaca, e sua atuação está sendo tão elogiada, que a atriz vem ganhando mais espaço a cada episódio.

Parte do elenco da série (Fonte: Site da Veja)

Para que gosta deste gênero de histórias, Salem, é com certeza é uma agradável revelação. É uma série com excelentes cenas macabras (do tipo que te faz fechar um olho e espiar com o outro) e, extremamente criativa ao abordar os rituais e poderes das bruxas. Na minha opinião, o canal WGN America está de parabéns, uma vez que, é o primeiro drama produzido pelo canal. E que venham mais séries empolgantes, viciantes e diabólicas como Salem. 

Antes tarde do que nunca, certo?

Depois de diversos problemas com a câmera nova, tudo está nos eixos e teremos vídeos pelo menos duas vezes no mês. \o/
Assistam e escutem um pouco das minhas lamentações sobre a câmera, minhas leituras dos meses de fevereiro e março, etc.





Vídeo inspirado na coluna “Leituras do mês” que é postada pela Pâm do canal “Garota It”.

Resenhas de livros citados no vídeo

Fevereiro

Dona Tempa e a menina que não queria ir à escola - Celso Gutfreind http://bit.ly/1zlsVAh
Branca de Neve - Irmãos Grimm http://bit.ly/1zlsZjs
Nate vai para o tudo ou nada - Lincoln Peirce http://bit.ly/1zltbzb
Nate dá uma virada - Lincoln Peirce http://bit.ly/1zlt4n6
Nate bota pra quebrar - Lincoln Peirce http://bit.ly/1zltaLG
O Amor é Outra Coisa - Edson Aran http://bit.ly/1zltpq9
Enders - Lissa Price http://bit.ly/1zltqub
Quem poderia ser a uma hora dessas? - Lemony Snicket http://bit.ly/1zltuKe

Março

Metamorfose? - Gail Carriger http://bit.ly/1zltDNQ
A Prisão Mal-Assombrada - Joseph Delaney http://bit.ly/1zltIBi
O Mundo de Marguerite Sülever - Mylena Araújo http://bit.ly/1zltKci
Pedro Noite - Caio Riter (Ilustrado por Mateus Rios) http://bit.ly/1zltQkd
Álbum Duplo - Paulo Henrique Ferreira http://bit.ly/1zltTwr

Se curtiu, não esqueça de se inscrever no canal para receber informações sobre os próximos vídeos.



Oi gente, sei que eu tô sumida, mas estamos em férias escolares + Copa do Mundo + Arthur fazendo atividades de férias (e a mamãe aqui acompanhando)… enfim, não tá fácil. Mas não desistam de mim que logo o blog vai vir com bastante coisa diferente e já já tem Bienal do Livro em SP.

Deixando o bla bla blá sobre meu sumiço de lado, vim aqui para trazer uma promoção nova. 

Para comemorar o lançamento do seu quinto livro, o autor Maurício Gomyde convidou os blogs parceiros para uma promoção que vai dar pra um sortudo os seguintes prêmios:

  • 1 Kindle 
  • 1 Box com 4 livros do autor (O Mundo de Vidro, Ainda não te disse nada, O Rosto que precede o sonho e Dias Melhores pra Sempre) 
  • 1 exemplar do lançamento “A Máquina de Contar Histórias”

Antes de falarmos mais sobre o sorteio, saiba mais sobre o quinto livro do autor…



Título: A Máquina de Contar Histórias
Autor(a): Maurício Gomyde
Editora: Novo Conceito
Páginas: 192
Ano: 2014
Skoob | GoodReads
Na noite em que o escritor best-seller Vinícius Becker lançou “A Máquina de Contar Histórias” , o novo romance e livro mais aguardado do ano, sua esposa Viviana faleceu sozinha num quarto de hospital. Odiado em casa por tantas ausências para cuidar da carreira literária, ele vê o chão se abrir sob seus pés. Sem o grande amor da sua vida, sem o carinho das filhas, sem amigos… O lugar pelo qual ele tanto lutou revela-se aquele em que nunca desejou estar. Vinícius teve o mundo nas mãos, e agora, sozinho, precisa se reinventar para reconquistar o amor das filhas e seu espaço no coração da família V. Uma história emocionante, cheia de significados entrelaçados pela literatura, mostrando que o amor de um pai, por mais dura que seja a situação, nunca morre nem se perde.

… e confira o book trailer.




Como você participa do sorteio? Bem simples, basta seguir as instruções abaixo:
  1. O participante deve, obrigatoriamente, deixar um comentário nesta postagem com a seguinte frase “Eu quero conhecer A Máquina de Contar Histórias”. (O sorteado terá obrigatoriamente que ter deixado o comentário).
  2. O participante deve seguir obrigatoriamente o autor no twitter (@mauriciogomyde) OU no Instagram (@mauriciogomyde).
  3. Preencher o formulário abaixo.



O sorteio será realizado pelo Random no dia 20/07/2014, publicado no site do autor http://ift.tt/1ziQlGz e reproduzido nesse mesmo post e nas redes sociais do blog.

Boa sorte e até mais.


Título: Coração de Tinta
Trilogia: Mundo de Tinta - Livro 1
Autor(a): Cornelia Funke
Editora: Seguinte
Páginas: 456
Ano: 2006
Skoob | GoodReads
Compre: Buscapé | Submarino
Há muito tempo Mo decidiu nunca mais ler um livro em voz alta. Sua filha Meggie é uma devoradora de histórias, mas apesar da insistência não consegue fazer com que o pai leia para ela na cama. Meggie jamais entendeu o motivo dessa recusa, até que um excêntrico visitante noturno finalmente vem revelar o segredo que explica a proibição.
É que Mo tem uma habilidade estranha e incontrolável: quando lê um texto em voz alta, as palavras tomam vida em sua boca, e coisas e seres da história surgem como que por mágica. Numa noite fatídica, quando Meggie ainda era um bebê, a língua encantada de Mo trouxe à vida alguns personagens de um livro chamado “Coração De Tinta”. Um deles é Capricórnio, vilão cruel e sem misericórdia, que não fez questão de voltar para dentro da história de onde tinha vindo e preferiu instalar-se numa aldeia abandonada. Desse lugar funesto, comanda uma gangue de brutamontes que espalham o terror pela região, praticando roubos e assassinatos. Capricórnio quer usar os poderes de Mo para trazer de “Coração De Tinta” um ser ainda mais terrível e sanguinário que ele próprio. Quando seus capangas finalmente sequestram Mo, Meggie terá de enfrentar essas criaturas bizarras e sofridas, vindas de um mundo completamente diferente do seu.

Sempre tive vontade de ler algo da Cornelia, mesmo antes de ter o blog e ouvir/ver tanta gente falando do quanto ela escreve de forma incrível e no ano passado, tive o prazer de ler O Cavaleiro Fantasma da autora que me deixou apaixonada pelo dom dela de contar histórias. Sempre que alguém me pergunta sobre a sensação de ler algo dela falo que é a mesma coisa que você voltar a ser criança e ter alguém ao seu lado lendo para você.


Óbvio que com Coração de Tinta a experiência não foi muito diferente e teve o bônus de abordar algo que todo apaixonado por livros gostaria de poder fazer acontecer já que o protagonista  quando lê qualquer livro em voz alta, dá vida as palavras. Só que isso faz com que a sua vida vire de cabeça pra baixo quando ele traz acidentalmente para o mundo real personagens odiosos do livro Coração de Tinta. Só que sua filha Meggie, nunca soube que esse trauma era o real motivo dessa recusa porque seu pai nunca falou sobre o assunto e esse segredo acaba fazendo com que os dois embarquem em uma grande aventura cheia de perigos.


Com uma narrativa em terceira pessoa que não faz com que o leitor seja poupado de detalhes, Cornelia nos faz acreditar em tudo que ela propõe no livro trazendo cenários bem construídos, personagens críveis e incríveis, além da magia da leitura muito bem retratada no dom de Mô com as palavras, mas como li um livro mais curto dela antes que carrega a mesma intensidade, senti que a história acabou ficando maior do que o necessário mesmo que isso não tenha sido algo que me deixasse impedida de me apaixonar tanto que li bem devagar para não acabar logo, mesmo ainda tendo dois livros pela frente já que esse é apenas o primeiro da trilogia Mundo de Tinta.

Apesar de não ser o protagonista, o personagem que me arrebatou foi Dedo Empoeirado junto com o Farid, um pela enorme vontade para voltar para o seu lugar de origem e o outro por tentar achar nesse novo mundo a oportunidade de ser feliz. A coragem da Meggie também é contagiante, mas ela despertou demais meu lado maternal e eu quis estar ao lado dela em todos os momentos de perigo e isso pra mim nem sempre é algo que encaro como positivo, rs. Mas o personagem que mais me ensinou foi a Elinor com toda a sua paixão pelos livros que me fez perceber que realmente o desapego que tenho praticado com meus livros, é o caminho mais saudável pra mim.


O que eu mais gostei no livro foram esses trechos de outras histórias e/citações que tem em todo início de capítulo (como vocês podem conferir nas imagens do post) que já davam uma ideia do que eu iria encontrar naquele capítulo. E também achei essa “homenagem” que a autora faz para outras obras sensacional, alguns livros citados eu nunca tinha ouvido falar e sempre que eu tinha internet disponível durante a leitura parava pra saber mais sobre aquele livro.


Enfim, uma leitura mais do que recomendada para todas as idades, quando eu conseguir assistir o filme eu gravo um vídeo (ou não) falando sobre as minhas impressões sobre as duas maneiras de contar essa história encantadora que todo mundo deveria conhecer.

Alguém aí já leu? Já assistiu o filme? 
Até a próxima.

Obs.: Esse post não é um publieditorial, mas compras efetuadas a partir de alguns dos links contidos aqui, geram renda para o blog.


Título: Passarinha
Autor(a): Kathryn Erskine 
Editora: Valentina
Páginas: 224
Ano: 2013
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No mundo de Caitlin tudo é preto ou branco. As coisas são boas ou más. Qualquer coisa no meio do caminho é confuso. Essa é a máxima que o irmão mais velho de Caitlin sempre repetiu. Mas agora Devon está morto e o pai não está ajudando em nada. Caitlin quer acabar com isso, mas como uma menina de onze anos de idade, com síndrome de Asperger ela não sabe como. Quando ela lê a definição de encerramento ela percebe que é o que ela precisa. Em sua busca por ele, Caitlin descobre que nem tudo é preto ou branco, o mundo está cheio de cores, confuso e bonito.
favorito

Alguns dias atrás, eu tinha chegado a triste conclusão de ter lido apenas um livro esse ano que era Battle Royale e a Gleice me disse que eu precisava rever urgente as coisas que eu estava lendo. Óbvio que isso me fez pensar e apostei em Passarinha para ser o segundo favorito do ano, felizmente deu mais certo do que eu imaginava.

Caitlin é uma menina de onze anos portadora da síndrome de Asperger e tem muita dificuldade em lidar com emoções, tanto as suas como as dos outros. Quem ajuda ela nessa difícil tarefa é Devon, seu amado irmão, mas quando uma tragédia acontece com ele e ela sente uma necessidade de entender tudo que ela estava vivendo e seu pai que também está extremamente abalado, não consegue ajudar, ela precisará pela primeira vez na vida descobrir uma forma de lidar com isso e encerrar essa fase que tanto tem perturbado seus dias, ou seja, de um desfecho para essa situação.

Em busca desse “desfecho”, a Caitlin vai ser obrigada pela situação a descobrir como fazer amigos e fazer com as pessoas entendam seus dilemas sem a intervenção de Devon, o que garanto não vai ser fácil porque pra ela a vida é muito mais simples do que para todas as pessoas que a cercam. Em alguns momentos ela tenta demonstrar coisas tão óbvias para ela que o pai não consegue ver e isso me causou uma aflição não como leitora, mas como mãe por me fazer pensar em quantas vezes isso já aconteceu entre mim e meu filho. Admito para vocês, nessas ocasiões eu senti que tinha falhado como mãe/cuidadora e a sensação não era agradável. E foi aí que eu desabei por mim, pela Caitlin, pelo pai dela, pelas vezes que eu não fui capaz de entender o Arthur… enfim.

A reflexão maior que a autora propõe é a barreira que uma pessoa portadora de síndrome de Asperger para entender os seus sentimentos e transmitir para as pessoas que a cercam de uma forma que elas captem o sentido do que ela quer dizer, mas também captar os sentidos do mundo que ela está inserida. E Kathryn alcança esse objetivo muito bem de uma forma graciosa e envolvente. Mas além disso, as dificuldades que nós temos diariamente de entender o outro, ter empatia pelos outros.

Gente, uma preocupação muito grande tomou conta de mim por eu nem saber como começar a falar desse livro pelo simples fato dele ter me feito chorar muito e isso não ser algo comum. Eu me emociono, me compadeço, mas nunca chorei lendo. A autora conseguiu me tirar da minha zona de conforto e me fazer ter empatia pela Caitlin de uma forma que eu não acreditava que fosse possível por um personagem. 

A narrativa é toda em primeira pessoa pelo ponto de vista da Caitlin, então dificilmente você vai encerrar essa leitura sem ser tocado pela doçura e inteligência dessa pequena com a mente genial.

Finesse?
Isso.
Gostei dessa palavra. O que quer dizer?
Fazer uma coisa com tato e habilidade ao lidar com uma situação difícil.
Fico surpresa por só estar aprendendo essa palavra agora. Ela é a minha cara! É o que tento fazer todos os dias para lidar com essa situação difícil chamada vida.
Página 90

Juro que fiquei tentando pensar em algo que tenha me incomodado durante a leitura e não encontrei, a doçura da personagem me envolveu de uma forma tão incrível que fui capaz de encontrar nada que desvalorizasse a experiência. Por isso eu recomendo para você que quer entender mais sobre esse universo ou que já está inserido nesse universo e precisa achar alguma forma de fazer as pessoas ao seu redor entenderem mais sobre ele, acredito que esse livro é uma ótima leitura para sensibilizar as pessoas.

Esse livro foi cedido pela Editora Valentina.

Obs.: Esse post não é um publieditorial, mas compras efetuadas a partir de alguns dos links contidos aqui, geram renda para o blog.

Por Lucas Souza



Título: Um rapaz adequado
Série: Um rapaz adequado - Livro 1
Autor(a): Vikram Seth
Editora: Record
Páginas: 672
Ano: 2014
Skoob | GoodReads
Compre: Buscapé
Através da saga de uma mãe em busca de um bom partido para a filha, Vikram Seth recria a vida na Índia pós-colonial, um país que tenta reunir diferentes religiões e línguas sob uma identidade nacional. Neste primeiro volume, somos apresentados a quatro famílias que ilustram a sociedade indiana da época: os elitistas Kapoor, os excêntricos e intelectuais Chatterji, os tradicionais Khan e os urbanos Mehra. É neste cenário que Lata precisa escolher seu futuro marido. Os pretendentes se apresentam, mas somente um deles se casará com a jovem – por amor ou por persuasão materna. · Um rapaz adequado, considerada uma das maiores obras em língua inglesa, foi vencedora dos prêmios Commonwealth Writers Prize e WH Smith Literary Award. · 
“Esse romance, tão vasto e repleto de personagens adoráveis, é um livro que merece milhões de leitores adequados.” – The Guardian
“Vikram Seth é o melhor autor de sua geração.” – The Times

A busca de Rupa Mehra por Um Rapaz Adequado para casar Lata não está fácil. Sua filha mais nova não quer se casar, mas, sim, se formar numa grande universidade indiana. Enquanto essa busca acontece, a vida de Rupa e sua família se entrelaça na de mais três famílias, com histórias ricas e conflitantes. 

Um Rapaz Adequado tem como tema central a busca de um bom casamento para uma filha. Existe, além dessa trama, mais três famílias que compõe a história: Kapoor, Khan e Chatterji. De forma um tanto direta essas famílias têm algo em comum. Essas ligações vão surgindo ao decorrer do livro e pude desvendar os mistérios dos membros importantes de cada família.
Não era de bom-tom, nem mesmo quando estivesse pendurando o colar de flores no pescoço do noivo, olhar direto nos olhos do homem com quem deveria passar a vida.
Página 33

Lata Mehra é uma personagem divertida, sonhadora e muito confiante do futuro. Junto com ela, sua mãe, irmãos e sobrinha formam o núcleo que mais me entreteve ao longo do livro. Todos os membros da família Mehra acrescentam um humor delicioso ao livro. Os costumes, crenças e pensamentos foram mostrados de forma a deixar claro um pouco sobre o modo de vida de quem nasceu na Índia. É fascinante, de verdade. Vikram colocou em quase 700 páginas uma riqueza enorme em cultura, o que além de entreter acabou agregando conhecimentos sobre a Índia.

A religião é um assunto muito presente na história, o que era de se esperar. A Índia é forte nesse quesito e há uma divisão enorme entre crenças e seus povos. Existem as castas e o “preconceito” de ter um membro de alta casta misturado com um de uma mais baixa. Hoje esse costume está presente, mas não tão forte como na década de 50. Há também uma parte destinada à cultura Hindu, que para mim foi no mínimo “diferente”. Vikram exemplificou muitas crenças místicas desse povo e fiquei perplexo. Um trecho do livro mostra até algumas simpatias que, segundo o povo Hindu, são infalíveis para arrumar marido e emprego.

Remédio para obter emprego:
Pegue as penas da cauda de uma coruja e de um corvo, queime-as juntas em fogo de lenha de mangueira, até virarem cinza. Quando for procurar emprego passe a cinza na testa, como se fosse uma marca de casta, e o obterá com certeza.
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O lado positivo de Um Rapaz Adequado é que o autor inseriu diversos assuntos importantes mostrados a partir da vida de vários personagens. Existe um lado politico muito forte, e até vemos uma mulher que advoga e é muito repreendida por isso, os homens dificilmente aceitam esse fato. O lado negativo é: nem todos estão habituados a livros assim. A narrativa não é tão simples, o conteúdo traz muitos assuntos técnicos sobre política e ainda por cima reserva mais de um terço do livro para isso. Peguei o lado positivo disso, apesar de ter empacado um pouco nas últimas 200 páginas, e analisei bem os aspectos do parlamentarismo indiano, das regras e leis que eram aplicadas lá na década de 50.

Em suma, apesar das dificuldades que encontrei na leitura, Um Rapaz Adequado é uma leitura recomendadíssima para quem gosta da Índia. Pude acompanhar a trajetória de várias famílias e seus costumes. Me deliciei, de verdade. Pensei que iria encontrar somente uma história de uma mãe atrás de um marido para a filha, mas no final acabei acompanhando a linda trajetória de várias famílias atravessando uma época de dificuldades numa Índia pós-independência.

Resenha escrita por Lucas Souza

Esse livro foi cedido pelo Grupo Editorial Record.

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