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Título: A Vida do Livreiro A.J. Fikry
Autor(a): Gabrielle Zevin
Editora: Paralela
Páginas: 192
Ano: 2014
Skoob | GoodReads
Compre: Buscapé | Submarino
Uma carta de amor para o mundo dos livros “Livrarias atraem o tipo certo de gente”. É o que descobre A. J. Fikry, dono de uma pequena livraria em Alice Island. O slogan da sua loja é “Nenhum homem é uma ilha; Cada livro é um mundo”. Apesar disso, A. J. se sente sozinho, tudo em sua vida parece ter dado errado. Até que um pacote misterioso aparece na livraria. A entrega inesperada faz A. J. Fikry rever seus objetivos e se perguntar se é possível começar de novo. Aos poucos, A. J. reencontra a felicidade e sua livraria volta a alegrar a pequena Alice Island. Um romance engraçado, delicado e comovente, que lembra a todos por que adoramos ler e por que nos apaixonamos.

Alguns livros que já resenhei disse que a sinopse era boa quanto a descrição da história, mas dessa vez peço-lhes que não acreditem que a sinopse é suficiente para descrever a história. 

Para começar preciso dizer que não tenho palavras para descrever esse livro, sabe aquele tipo de história que te prende, te envolve e te devora? Se você sabe o que é isso então você é capaz de entender como me sinto agora, se você não sabe acho que é um bom momento para começar a procurar. 

Desenvolvi uma relação inexplicável com esse livro, a história é simples, a trama previsível, as coisas acontecem de forma que é quase um conto de fadas, é o tipo de livro facilmente criticável, é um livro tão simples mais tão simples que ao final me vi incapaz de acreditar que tinha terminado. O mais intrigante é que em tese esse é um livro de memórias e eu detesto livros assim haha, não tenho paciência para saber cada detalhe da vida de alguém e coloco no cantinho ou deixo na prateleira da livraria.

A.J. Fikry é um livreiro dono da única livraria na cidade de Alice, sua mulher morreu a pouco mais de um ano, os negócios não vão mais como antes, as pessoas compram cada vez mais pela internet e e-books, a cidade é bastante movimentada no verão, mas até os turistas tem seus e-readers, A.J. não espera que as coisas melhorem, a cada dia que passa se vê mais imerso num mar de profunda tristeza, mas as coisas mudam drasticamente depois de dois importantes acontecimentos, o primeiro é o roubo de um exemplar raro, após esse roubo ele percebe que não tem mais nada de valor a ser protegido e passa a deixar a porta da livraria sem trancas quando saí para correr, depois de voltar de uma corrida encontra aquilo que vai mudar sua vida para sempre. A obra se resume a narrar, em terceira pessoa, os principais acontecimentos da vida de A.J., vem daí a semelhança que encontrei entre esse livro e contos de fadas.

(…) Livrarias atraem o tipo certo de gente. (…) E eu gosto de conversar sobre livros com pessoas que gostas de conversar sobre livros. Gosto de papel. Gosto da textura e gosto de sentir um livro no bolso. Gosto do cheiro de livro novo também.
Página 184

Esse é um livro feito para amantes de livros, creio que só quem os ama será capaz de seguir adiante na leitura e não achar algo chato e monótono. A impressão que tive é que esse não foi um livro feito para agradar a qualquer um, é um livro direcionado a um público muito específico, comercialmente isso é ruim, mas como leitora achei isso ótimo, sou apaixonada por livros, escolhi a carreira que vou seguir por causa deles, vivo rodeada por eles e já cansei de ouvir ‘eu queria ter a sua coleção’ e ‘pare de ler, você vai enlouquecer!’, costumo dizer que os livros mudaram a minha vida, a minha relação com eles é muito forte e não imaginava que fosse possível transferir isso para um deles, mas A vida do livreiro A.J. Fikry consegue fazer isso. Não me vi nos personagens, alguns pontos da história são surreais, mas o amor que os personagens nutrem por livros e a forma como eles conseguem contagiar aqueles ao seu redor fez meus olhos brilharem e renovar minha fé que um dia conseguirei atingir meu grande objetivo: mostrar para o máximo possível de pessoas o quão especial os livros podem ser.

Um ponto que achei legal é que o livro trás referências ao mundo blogueiro, achei genial, ri horrores quando li a passagem. Também aparecem algumas referências ao mundo literário contemporâneo, o gosto do A.J. não é familiar ao brasileiro, ele cita muitos autores americanos antigos, mas isso não atrapalha a leitura de forma alguma. 

Sarah Pipp faz resenhas de livros em seu blog, Terra dos unicórnios. Ela está sempre se gabando dos livros que recebe das editoras.
Página 132

Cada capítulo recebe o nome de uma obra e seu início é marcado por uma breve resenha escrita pelo Fikry, isso ajuda a entender melhor a personalidade dele. A diagramação é simples, não encontrei erros gramaticais, achei a capa muito bonita, mas não consegui captar a relação entre ela e a trama. Um detalhe que amei foram os marcadores, tenho dois e cada um é de uma cor e com citações diferentes.



Recomendo a leitura do livro para todos os amantes de livro e para aqueles que buscam entender a relação entre livro e leitor. Adorei o livro e quero mais de Gabrielle Zevin <3 .

Alguém já leu? Pretende ler?
Um beijo e até breve.

Esse livro foi cedido pela Editora Paralela.

Obs.: Esse post não é um publieditorial, mas compras efetuadas a partir de alguns dos links contidos aqui, geram renda para o blog.
Oi gente,  tudo bem com vocês?

Passando rapidinho só para deixar sorteio novo para vocês e o livro da vez é A menina mais fria de Coldtown da autora Holly Black.




Para participar, basta seguir as contas no twitter do blog (@LeitoraIncomum) e da Editora Novo Conceito (@Novo_Conceito), e tuitar a seguinte frase, no mínimo, uma vez:
Com a @LeitoraIncomum vou conhecer #AMeninaMaisFriadeColdtown, lançamento da @Novo_Conceito http://sorteia.eu/bfQ

Outros 29 blogs estão sorteando também um exemplar do livro, para saber quais e ter outras chances de ganhar, basta clicar aqui.

Boa sorte.

IMPORTANTE

- É obrigatório ter endereço de entrega no Brasil;
- A frase da promoção é válida para o twitter, portanto, não altere para evitar problemas na hora da verificação da participação;
- Caso desrespeite alguma regra, o participante será desclassificado sem aviso;
- O ganhador dessa promoção receberá em casa UM exemplar do livro A menina mais fria de Coltdown;

- A promoção começa hoje dia 30/07/2014 às 17hs e terminar no dia 01/08/2014 às 19hs;
- O resultado sai até às 23:59hs do dia 01/08/2014 no twitter com menção ao sorteado;
- O ganhador tem até às 23:59hs do dia 03/08/2014 para enviar por DM no twitter  do blog. (@LeitoraIncomum), o seu nome, RG e endereço completo para recebimento do prêmio;
- Caso o participante apague o conteúdo do twitter antes da realização do sorteio e não seja possível confirmar a participação, o mesmo será desclassificado;
- O livro será enviado pela Editora Novo Conceito em até 30 dias úteis após o recebimento do endereço do ganhador;
- O ganhador tem um prazo de 45 DIAS ÚTEIS após o envio dos seus dados para reclamar caso NÃO tenha recebido o livro, após isso qualquer reclamação será DESCONSIDERADA;
- Se houverem dúvidas, favor utilizar o formulário na aba contato ou me procurar nas redes sociais.
- O blog não se responsabiliza por reenvio do prêmio caso ele retorne por endereço incompleto ou ausência de alguém para recebimento ou qualquer outro problema com a entrega.
- Resultado será divulgado no twitter do blog, nas demais redes sociais e nesse post aqui no blog;
-  Em caso de alteração nas regras ou datas, caso haja necessidade, será divulgado pelas redes sociais do blog.





Criado por: Aaron Zelman (2014)
Gênero: Drama/Fantasia
Duração: Aprox. 42 minutos
País de Origem: Estados Unidos
Elenco: Omar Epps, Frances Fisher e Matt Craven
Mais informações

O que você faria, se aquela pessoa morta, pela qual você chorou e ficou de lutou durante anos, de repente, aparecesse viva?




A série de televisão Resurrection, é baseada no livro de Jason Mott, ‘The Returned' e, foi exibida pela primeira vez, no dia 9 de março deste ano, através do canal ABC. A trama de Resurrection se desenvolve na pequena cidade de Arcadia, no Missouri, onde seus habitantes tem a vida abalada, quando de uma hora para outra, seus entes queridos voltam dos mortos, como se o tempo não tivesse passado, nem um segundo sequer.

Divulgação
Entre os que voltam, está Jacob Langston (Landon Gimenez), um garoto de apenas oito anos de idade que se afogou no ano de 1982. Jacob é encontrado na na china e trazido de volta aos Estados Unidos por um Agente da Imigração, J. Martin (“Marty”) Bellamy (Omar Epps), que desafia todas as ordens e devolve o menino a seus pais, Henry (Kurtwood Smith) e Lucille (Frances Fisher). A repentina volta de Jacob inspira o xerife de Arcadia, Fred Langston (Matt Craven) e sua filha, a Dra. Maggie Langston (Devin Kelley), cuja esposa/mãe se afogou tentando salvar o garoto, a desvendar o mistério que tanto os intriga.

Divulgação

Resurrection é o tipo de série que te deixa tenso, nervoso, intrigado e preso em frente a TV, louco para assistir os próximos desdobramentos da trama. É um teia de sensações que tiram o folego e te envolvem a cada episódio. Para mim, esta série é a feliz surpresa de 2014, pois mesmo com apenas oito episódios na primeira temporada, conseguiu mostrar sua qualidade e garantiu o passaporte para a próxima temporada. 
Divulgação

Todos nós já perdemos pessoas importantes, que deixaram muita saudade e um vazio imenso em nossos corações. Quantas vezes nos pegamos pensando em como seria bom se esta pessoa, de uma hora para outra, estivesse ao nosso lado, como se nada tivesse acontecido? Mas, se isso fosse possível, qual seria nossa reação? Me questiono sobre isto, toda vez que assisto um episódio da série. Talvez a abraçaria e agradeceria aos céus por me dar a oportunidade de lhe dizer tudo o que não tive tempo. Talvez choraria como uma criança assutada. Talvez não acreditasse e achasse que, finalmente, tivesse enlouquecido. Não sei, impossível prever minha própria reação diante de um fato deste tipo. E você, o que faria? 


Título: Aristóteles e Dante descobrem os segredos do Universo
Autor(a): Benjamin Alire Sáenz
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 392
Ano: 2014
Skoob | GoodReads
Compre: Buscapé | Submarino
Dante sabe nadar. Ari não. Dante é articulado e confiante. Ari tem dificuldade com as palavras e duvida de si mesmo. Dante é apaixonado por poesia e arte. Ari se perde em pensamentos sobre seu irmão mais velho, que está na prisão.
Um garoto como Dante, com um jeito tão único de ver o mundo, deveria ser a última pessoa capaz de romper as barreiras que Ari construiu em volta de si. Mas quando os dois se conhecem, logo surge uma forte ligação. Eles compartilham livros, pensamentos, sonhos, risadas - e começam a redefinir seus próprios mundos. Assim, descobrem que o amor e a amizade talvez sejam a chave para desvendar os segredos do Universo.

Lembro bem que uns meses atrás quando chegou um encarte da editora com esse livro entre os futuros lançamentos, fiquei contando os dias para ele chegar depois de ler um trecho por acreditar que de alguma forma, algo em mim mudaria com essa leitura ou que ela me traria algum tipo de reflexão que eu precisava. Felizmente, foi exatamente isso que aconteceu.

De um lado temos Ari (Aristóteles) que é um típico adolescente de saco cheio do mundo, das pessoas (em alguns momentos até dele mesmo), do que os pais esperam dele, do que o futuro pode lhe reservar e não está interessado em se enturmar na escola, já do outro Dante que é praticamente o oposto, um jovem cheio de vida, que é apaixonado por coisas simples e com uma relação com os pais cheia de amor e carinho. Quando se encontram, parece que tudo pode dar errado pelas diferenças, mas são essas diferenças que levam gostarem da presença um do outro.

Eu era praticamente invisível. Acho que gostava de ser assim.
Até que surgiu Dante.
Página 33

Em um primeiro momento, eu queria bater no Ari por essa enorme raiva que ele carrega dentro dele de tudo e todos, mas conforme a leitura foi avançando percebi que ele não tinha como e nem com quem deixar seu lado mais calmo aparecer e a amizade com Dante faz com que ele aprenda como lidar com isso. O lado negativo disso é que pela narrativa ser toda em primeira pessoa no ponto de vista dele, ou você se apega ao personagem ou vai ter sérias dificuldades em prosseguir a leitura. Várias cenas me marcaram, mas as que mais me chamavam a atenção eram aquelas em que o Ari observava a forma de Dante se relacionar com pais, sempre de forma simples, aberta e carinhosa.

Fiquei pensando que poemas são como pessoas. Algumas você entende de primeira. Outras simplesmente não entende… e nunca entenderá.
Página 40

Falando em família, a relação de Ari com seu pai é muito difícil por eles serem tão parecidos. O pai quase não fala, ele quase não fala e a mãe precisa intermediar praticamente tudo entre eles, inclusive tenta fazer com que ele seja mais paciente com o jeito do pai. E há também aquele irmão que ninguém fala dele, fingem que não existe pelo simples fato de não conseguirem mexer na ferida sem pensar em quantas outras feridas são abertas por conta dessa omissão.

O problema não é que eu não ame minha mãe e meu pai. O problema é que não sei como amá-los.
Página 112

Aristóteles e Dante descobrem os segredos do Universo, é um livro mais complexo do que eu esperava, mas tem uma abordagem simples e doce sobre os dramas de dois adolescentes que precisam descobrir mais sobre eles e sobre o universo. Quando falo em complexidade, me refiro aos sentimentos que são abordados durante a leitura que pra mim mesmo com a forma simples que o autor tratou deles, na prática eu sei que não seria assim e me fez refletir. E isso me incomodou, já que em vários momentos o livro parecia falar dos dias atuais apesar de deixar claro que se passava em 1987.

- Nossos pais são muito estranhos.
- Porque amam a gente? Isso não é tão estranho.
- É o modo como amam que é estranho.
- É bonito - eu disse.
Página 385
Enfim, é um livro cheio de frases de efeito que fala sobre amor, aceitação, família e como a jornada de descoberta de cada um é difícil por mais que tenha todas as ferramentas disponíveis para que a tarefa não seja complicada. Com dois jovens com famílias diferentes, não fica difícil se encontrar em alguma delas e (re)pensar em como estão as coisas aí na sua casa ou, no me caso, em como poderá ser no futuro.

Esse livro foi cedido pela Editora Seguinte.
Obs.: Esse post não é um publieditorial, mas compras efetuadas a partir de alguns dos links contidos aqui, geram renda para o blog.
"Se eu ficar" da Gayle Forman já veio preparado para a estréia no cinema com duas caixinhas de lenços, pipoca e baldende pipoca, rs (em www.leitoraincomum.com)

"Se eu ficar" da Gayle Forman já veio preparado para a estréia no cinema com duas caixinhas de lenços, pipoca e baldende pipoca, rs (em www.leitoraincomum.com)

Trailer legendado da adaptação do livro “Cinquenta Tons de Cinza”



Título: O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota
Autor(a): Olavo de Carvalho
Editora: Record
Páginas: 616
Ano: 2013
Skoob | GoodReads
Compre: Buscapé | Submarino

O curso dos acontecimentos históricos reflete o tipo de personalidade dominante em cada época, e a expressão mais clara da personalidade dominante é o estilo da vida intelectual. O declínio abissal da moralidade pública no Brasil não é causa sui: foi antecedido e preparado nas escolas, nos jornais, nas editoras de livros. A atividade intelectual no Brasil se deteriorou e se prostitui a tal ponto que mesmo o discurso formal do jornalismo e da comunicação acadêmica – para não falar daquilo que um dia já foi literatura – já não serve de instrumento para a autoconsciência. A linguagem dos publicitários e dos cabos eleitorais tomou tudo. O alvoroço de simular bons sentimentos e demonizar o inimigo pela via mais fácil bloqueia toda possibilidade de reflexão séria sobre as próprias palavras.

Gostaria de começar a resenha esclarecendo o porquê de eu me abster tanto em dar uma nota quanto em colocar trechos do livro aqui. Primeiramente, O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota é um livro muito diferente em sua estrutura, pelo menos em relação ao padrão atual do mercado editorial. É mais um compêndio do que um livro propriamente dito, de modo que seria uma injustiça julgá-lo usando os mesmos parâmetros que uso para os livros de maneira geral. Em segundo lugar qualquer trecho, e digo qualquer trecho mesmo, desse livro quando tirado de seu contexto pode ser interpretado erroneamente. Por vezes até mesmo dentro de seu contexto não é um livro fácil de se interpretar. Portanto, copiar e colar pedacinhos aqui seria um desserviço para a resenha e também para o leitor, por isso pretendo construí-la inteira com as minhas palavras.

Agora vamos ao livro. Ele é composto por 193 artigos escritos por Olavo de Carvalho ao longo de dezesseis anos e organizados por Felipe Moura Brasil, um admirador de Olavo. Os artigos são distribuídos em categorias como Juventude, Cultura, Pobreza, Militância, Educação e uma porção de outros, tratando dos mais diversos assuntos a sua própria maneira. Devo dizer que não é um livro fácil de ser lido, tanto pela sua linguagem acima do padrão ao qual o brasileiro está acostumado quanto pelos conceitos que apresenta. Ser difícil não é um ponto positivo nem negativo, apenas uma característica a qual tive que me adaptar, coisa que não demorou tanto tempo assim. É difícil decidir quais são os pontos positivos e negativos de um livro que fala sobre tanta coisa. No final, acho que a pergunta mais importante para se fazer aqui é: será que estou lendo corretamente esse livro?

Muitas pessoas vão querer discordar de absolutamente tudo encontrado nele. Muitas outras vão querer concordar com tudo. Sinceramente, acho que ambas não estão entendendo a ideia de ‘O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota’. Claro, houveram momentos nos quais concordei (poucos) e nos quais discordei (menos ainda) de Olavo. Mas admito que, para a grande maioria dos casos, eu não tinha (e ainda não tenho) cacife nem para concordar nem para discordar, simplesmente por ser muito ignorante no assunto. Mas tudo bem, porque o meu concordar ou discordar não é a questão aqui. É a mensagem por trás de tudo o que foi escrito nesses dezesseis anos que conta. E ao entender essa mensagem, o melhor elogio que posso fazer ao autor e sua obra é o seguinte: Olavo de Carvalho é uma boa pessoa.

Se ele é um homem culto e estudado o suficiente para escrever uma obra de grande porte? Sim, quanto a isso não há dúvida. Seus artigos mais do que provam sua erudição. Se ele é honesto para consigo mesmo e seus leitores? Bem, não posso dizer que chequei todas as fontes que o livro oferece, não ainda pelo menos, mas todas as que chequei conferem com as informações fornecidas, e não são poucas. Além disso, não consigo imaginar para quem o autor se venderia, uma vez que ele promove o pensamento crítico sobre absolutamente tudo, então sim, digo com convicção que ele é honesto. Mas por que, afinal, ele é uma boa pessoa?

Porque ele, com um livro que reúne muito do que escreveu durante boa parte de sua vida, nos oferece um estímulo para acharmos um caminho para, futuramente e com muito esforço e dedicação, nos tornarmos pessoas melhores, mais cientes e mais contemplativas do mundo ao nosso redor. Ele não dá a palavra final, mas sim a inicial. Terminar a última página de ‘O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota’ não vai lhe conferir o status de gênio, mas vai lhe dar o mínimo que necessita para se questionar sobre sua vida, suas convicções, suas crenças e tantas outras coisas. Lido superficialmente o livro pode até parecer pregação, mas uma leitura cuidadosa e calma revela o contrário. Olavo desafia qualquer um a prová-lo errado. Ele não diz “não leia nada que seja contrário a mim” mas sim “leia e depois volte aqui e teste isso contra mim”. Convicção e coerência, duas características que sinto estarem cada vez mais em falta no mundo, são fortes nessa obra de Olavo.

Não me tornei um admirador de Olavo de Carvalho, mas certamente o agradeço por todos esses anos de trabalho e também ao Felipe Moura pela organização e notas de rodapé, muito úteis nesse livro. Com o tempo, certamente lerei mais obras do autor, assim como muitas das indicadas. Recomendo ‘O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota’ para todos.

Esse livro foi cedido pela Editora Record.

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Título: Uma longa queda
Autor(a): Nick Hornby
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 336
Ano: 2014
Skoob | GoodReads
Compre: Buscapé | Submarino
Uma longa queda conta a história de quatro pessoas que se encontram por acaso no terraço de um dos maiores prédios de Londres, na noite de ano-novo, com a intenção de se suicidar. Desesperados mas sem determinação suficiente para pular, Martin, um apresentador de televisão que viu a carreira desabar depois de se envolver em um escândalo, Maureen, uma senhora solitária cuja vida se resume a cuidar do filho que há quase duas décadas se encontra em estado vegetativo, JJ, um músico americano fracassado que sobrevive entregando pizzas, e Jess, a desequilibrada e passional filha do ministro da Educação, começam então uma tragicômica busca por algum motivo para viver, ou pelo menos por alguma desculpa para adiar a morte iminente.

Eu sou suspeita para falar sobre o Hornby, sou fã do trabalho dele e cada novo livro que leio me encanto ainda mais. Uma longa queda foi mais uma ótima experiência minha com o Hornby.

A história gira em torno de Martin, Maureen, JJ e Jess, quatro desconhecidos que se encontram no alto do Topper’s House na noite de Ano Novo e só tem em comum o desejo de se jogar de lá. Por um acaso do destino seu desejo tem que ser adiado e é nesse meio tempo que a história se desenrola.


‘(…) tem outros jeitos de morrer, além do suicídio. É possível ir deixando que partes da gente morram.’

O livro é narrado variando a visão dos personagens, ora é a Maureen que fala, ora o Martin, ora a Jess e ora o JJ, de forma que cada um deles narra um pedacinho da história, sobre é preciso ressaltar duas coisas que considero incríveis, a primeira, o modo como o Hornby conseguiu imprimir personalidade em cada personagem, eles tem personalidades muito diferentes e isso é refletido no estilo de falar deles, o autor conseguiu desenvolver quatro protagonistas completamente diferentes na mesma medida, eles tem espaço igual na história, não tem mais a visão de um do que de outro, isso é fantástico para mim. 

Esse ponto é meio contraditório, gostei do autor dar chance para todos os personagens falarem, mas no fundo eu preferia menos falas da Jess, os capítulos narrados por ela me pareceram chatos, sem contar que eles foram os mais difíceis de entender. O modo dela pensar era complicado de entender, mas se a intenção do autor foi mostrar uma mente conturbada, bom ele conseguiu isso com êxito. O segundo ponto que gostaria de ressaltar é essa mistura não ficou confusa ou repetitiva, ficou perfeitamente compreensível, isso também é fantástico para mim hahaha.

A trama gira em torno da tênue relação entre vida e morte, a questão principal que o livro me despertou foi se vale a pena continuar vivendo, se tudo está ruim e você não vê perspectiva de melhoras, então para que continuar? Uma longa queda não é um livro de ajuda, então ele não vai te dar motivos para continuar vivendo, porém ele vai te mostrar que existe uma outra forma de ver a situação.

Todo mundo passa um tempão sem dizer o que quer porque sabe que não pode ter aquilo. E porque soa feio, ou ingrato, ou desleal, ou infantil, ou banal. Ou porque estamos tão desesperados em fingir que, na real, as coisas vão vem, que confessar a nós mesmos que isso não é verdade parece um passo errado. 
Página 256

Gostei muito do livro, recomendo tremendamente a leitura especialmente para quem já conhece o trabalho do Nick, não recomendo ele para quem não conhece por ser um livro complexo e delicado, quem não conhece o autor talvez não consiga entender todas as sutilezas do texto dele.

Recentemente foi produzido um filme sobre o livro, não vi o filme, mas espero ver em breve, o roteiro foi escrito pelo próprio Hornby então provavelmente o filme deve ser fiel ao livro. Confira o trailer abaixo.



Obs.: Esse post não é um publieditorial, mas compras efetuadas a partir de alguns dos links contidos aqui, geram renda para o blog.
Nos dias 17 (dia fechado para convidados, para saber mais clique aqui), 18 e 19 de julho acontece a edição de 2014 do YouPix aqui em São Paulo no espaço Fundação Bienal que fica dentro do Parque do Ibirapuera. Antes de começar a falar mais sobre ele, é importante dizer que é gratuito. \o/

Reprodução: imagem de divulgação

Para quem nunca ouviu falar no evento ele, basicamente, é composto por uma programação que tem como tema central a internet e como nós usamos ela como meio de comunicação e entretenimento. Para isso, existem vários palcos com palestras e atrações a respeito disso. Foram confirmados mais de 150 palestrantes, entre eles, Dr. Peter Kash (professor de empreendedorismo da Wharton School of Business), Gary Liu (Diretor do Spotify Labs), Scott Lamb (Vice presidente do BuzzFeed e criador do meme Disaster Girl) e Mystery Guitar Man (youtuber mundialmente famoso).

E esse ano, teremos alguns vlogs representando o mundo literário no evento no dia 18 de julho no palco Hue Hue Hub das 15:30 às 16:30 com o tema Booktubers, o Fantástico Mundo da Literatura no Youtube. Mais tarde no mesmo local, das 20h00 às 21h00, acontece a palestra com a Sam Shiraishi e outros com o tema Compartilhar sem pensar: até quando? com um debate sobre as informações que são compartilhadas diariamente nas redes sociais e como isso está afetando a vida das pessoas.

Abaixo, uma lista de tudo que pretendo ver nesses três dias e gostaria de sugerir para vocês.


Hue Hue Hub
15h00 às 15h45 | Novas maneiras de contar histórias na internet

16h00 às 16h30 | Como conversar com as famílias do futuro?

Beijinho no Hub
15h00 às 15h45 | Conteúdo: curadoria x memes

Imagina no Hub
15h00 às 15h45 | Mídias Sociais Que Tratam As Mulheres Como Gente

Ajuda LuciHub
15h00 às 15h45 | O novo mercado de mídia, cada vez mais digital

Youtube Hub
16h00 às 16h30 | Como fazer sua marca brilhar no Youtube?

Dias 18 e 19 de julho

Youtube Hub

18 de julho | 14h00 às 15h00 
Como se tornar parceiro do Youtube?

18 de julho | 17h00 às 18h00 
Guia prático de vlogs e videocasts
Ajuda LuciHub


19 de julho | 12h30 às 13h30 
TV Social

19 de julho | 17h00 às 18h00 
Eu não posso admitir que vocês trabalhem na Internet

Beijinho no Hub
18 de julho | 14h00 às 15h00 
Google Glass, o óculos do futuro chegou no youPIX
19 de julho | 11h00 às 12h00 
SDD ORKUT!
19 de julho | 12h30 às 13h30 
O legado das manifestações na internet
19 de julho | 14h00 às 15h00 
Como sobreviver online em 2014?

19 de julho | 15h30 às 16h30 
7 Pês Para Produzir um Podcast Phoda!
19 de julho | 17h00 às 18h00 
Popcorn Time, Netflix e Hollywood

Hue Hue Hub
18 de julho | 20h00 às 21h00 
Compartilhar sem pensar: até quando?

19 de julho | 12h30 às 13h30 
Como construir e gerenciar comunidades online?

19 de julho | 15h30 às 16h30 
O Marco Civil da Internet foi aprovado. E agora?!

Imagina no Hub
18 de julho | 18h30 às 19h30 
O mundo além do WhatsApp

19 de julho | 11h00 às 12h00 
Para a internet, a Scarlett Johansson nua não é tudo isso

19 de julho | 17h00 às 18h00 
Bloqueando o Tabu: a censura está no seu ciclo social

Se nada aí te agradou ou te deixou curioso para conferir o evento, entra lá no site do evento e confira a programação completa clicando aqui.


Nome original: Salem
Gênero: Terror/Suspense/Drama/Fantasia
Temporada: Primeira
Produzida por: WGN America
Duração aproximada/episódio: 46 minutos
Elenco: Janet Montgomery, Shane West, Seth Gabel, entre outros.
Mais Informações
Salem é uma série de terror, com um genial toque de fantasia e muito suspense. Criada por Adam Simon e Brannon Saga, estreou no canal americano WGN America em 20 de Abril de 2014. A trama gira em torno da famosa perseguição às Bruxas de Salém do final do século XVII. Em maio de 2014, Salem foi renovada para a segunda temporada, com previsão de estreia para 2015.

Assista o trailer da 1ª temporada da série:



A série se passa em Massachussetts e narra a história de Mary Sibley (Janet Montgomery), uma bela jovem que foi obrigada a deixar uma grande paixão no passado e casar-se com um rico membro do conselho da cidade. Em uma época com conceitos e crendices duvidosas, ninguém poderia imaginar que, anos depois de servir à guerra, John Alden (Shane West), voltaria a cidade com o intuito de retomar seu relacionamento com Mary. Entretanto, tudo desaba quando ele à encontra casada com um velho prepotente (na verdade, extremamente asqueroso), em uma relação totalmente duvidosa. Em meio a uma histérica caçada às bruxas, liderada por Cotton Mather (Seth Gabel), a cidade opta por métodos de tortura cruéis para punir e amedrontar os moradores.

Reprodução: Pizza de Ontem
Queridos Leitores Incomuns, comecei assistir Salem há menos de um mês, e no início, estava um pouco receosa sobre o tema, uma vez que, série de terror não é meu gênero preferido. Mas, como a vida é uma caixinha de surpresas, Salem, me surpreendeu positivamente e, ganhou um espaço especial entre as “Top Séries By Vanessa”. Assim, em primeiro lugar, preciso dar destaque para a música de abertura da série, que é sem dúvida nenhuma incrível (Cupid Carries a Gun, gravada por Marilyn Manson) e, combinou perfeitamente com o clima dark de Salem. A seguir, vídeo de abertura da série:



Para mim, o único ponto negativo da série até agora, é o “herói”, que está sempre mal humorado, com cara de enjoado. Mesmo sendo um galã (com excelentes predicados, já que está sempre sem camisa \o/), não me cativou. Shane, está até perdendo espaço na série, para outros personagens como, Isaac Walton (Iddo Goldberg) que após receber punições e ser conhecido por todos como “Fornicador” (sim, fornicador hahaha), tem a simples tarefa de limpar a cidade. Ressalto também a ótima atuação de Seth Gabel, como Reverendo Cotton, pois ele me garante boas risadas com seus “delírios alcoólicos” e sua paixão proibida pela prostituta Gloriana (Azure Parsons). Já, quem me causa muitos calafrios, é a jovem Mercy Lewis (Elise Erbele). A garota é totalmente demoníaca, e sua atuação está sendo tão elogiada, que a atriz vem ganhando mais espaço a cada episódio.

Parte do elenco da série (Fonte: Site da Veja)

Para que gosta deste gênero de histórias, Salem, é com certeza é uma agradável revelação. É uma série com excelentes cenas macabras (do tipo que te faz fechar um olho e espiar com o outro) e, extremamente criativa ao abordar os rituais e poderes das bruxas. Na minha opinião, o canal WGN America está de parabéns, uma vez que, é o primeiro drama produzido pelo canal. E que venham mais séries empolgantes, viciantes e diabólicas como Salem. 

thirteen THEME BY: ©YAM16